Mulher é encontrada morta ao lado do corpo da mãe que havia falecido meses antes

A descoberta de dois corpos em uma residência na cidade da Trofa, no norte de Portugal, chamou a atenção das autoridades e causou comoção entre moradores da região. Uma mulher de 62 anos foi encontrada morta dentro do imóvel, onde também estava o corpo da mãe, de 87 anos, que teria falecido meses antes.

As vítimas foram identificadas como Ângela Pinho e Adelaide Sousa. Os corpos foram localizados pela Polícia Judiciária do Porto na quinta-feira (18), já em avançado estado de decomposição.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa portuguesa, a idosa teria morrido entre o final de 2024 e o início de 2025 após sofrer uma queda dentro da residência. Como a morte não foi comunicada às autoridades, o corpo permaneceu no local por um longo período, chegando ao estágio de esqueletização.

As investigações indicam que Ângela continuou vivendo na casa após a morte da mãe. Segundo relatos, ela enfrentava problemas de saúde mental e mantinha uma relação conturbada com a idosa.

Vizinhos estranharam desaparecimento

Moradores da região afirmaram que a mulher deixou de ser vista com frequência a partir do final de 2025. A falta de movimentação na residência passou a despertar preocupação entre os vizinhos, que notaram a ausência de atividades cotidianas, como a retirada de lixo e o recebimento de visitas ou entregas.

Ainda conforme testemunhas, Ângela teria apresentado versões diferentes sobre o paradeiro da mãe ao longo dos meses, alegando em alguns momentos que ela estava acamada e, em outros, que havia sido levada para uma instituição de acolhimento.

Após novas denúncias feitas neste ano, o caso passou a ser acompanhado pela Brigada de Pessoas Desaparecidas da Polícia Judiciária do Porto, que iniciou diligências para verificar a situação.

Polícia descarta indícios de crime

Durante as buscas na residência, os investigadores encontraram o corpo de Ângela sobre a cama de um dos quartos. O cadáver da mãe estava em outro cômodo do imóvel.

Segundo as autoridades portuguesas, não foram encontrados sinais que indiquem a participação de terceiros nas mortes. A principal linha de investigação aponta que Ângela pode ter tirado a própria vida, embora os exames periciais ainda devam esclarecer as circunstâncias exatas dos óbitos.

O caso provocou forte repercussão na comunidade local. Moradores relataram surpresa diante da situação e afirmaram nunca ter presenciado um episódio semelhante na região.