Duas mulheres foram deportadas de Cuba e presas nos Estados Unidos sob a acusação de sequestro parental internacional. O casal levou uma criança de 10 anos — filha de uma das acusadas — de forma ilegal para Havana com o objetivo de submetê-la a uma cirurgia de transição de gênero antes que ela atingisse a puberdade.
De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ), a mãe transgênero da criança, e sua companheira, forjaram o roteiro de uma viagem para encobrir as verdadeiras intenções.
Os registros indicam que, no dia 28 de março de 2026, as suspeitas deveriam levar a criança para um acampamento no Canadá. No entanto, o grupo nunca chegou ao país vizinho ao norte. Em vez disso, cruzaram a fronteira sul dos Estados Unidos em direção ao México. Dias depois, em 1º de abril, o trio desembarcou em Havana, capital de Cuba.
As investigações conduzidas pelo FBI revelaram rapidamente o paradeiro e a motivação do casal. A criança, que havia nascido com o sexo biológico masculino, identifica-se como menina. O plano da mãe consistia em realizar os procedimentos cirúrgicos em território cubano para transicionar a criança antes do início da puberdade, possivelmente contornando protocolos médicos e legais americanos para menores de idade.
A intervenção das autoridades ocorreu a tempo, e a criança foi resgatada antes que qualquer procedimento médico fosse realizado no país caribenho. Após serem localizadas pelas autoridades competentes, as suspeitas foram deportadas de Cuba. Ao pisarem em solo estadunidense, receberam voz de prisão pelo crime de sequestro parental internacional.
A criança foi devolvida em segurança aos cuidados de sua mãe biológica que, após o grave incidente, recebeu da Justiça a guarda exclusiva da criança. As acusadas agora aguardam julgamento no sistema federal dos Estados Unidos.



