Uma inovação desenvolvida por pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina pode transformar o atendimento em situações de emergência em todo o Brasil. Trata-se do “Blood-Aid”, um curativo inteligente capaz de identificar o tipo sanguíneo do paciente em apenas dois a três minutos.
Criado por professores e estudantes do Centro de Ciências Biológicas (CCB), o dispositivo foi desenvolvido em apenas seis meses por uma equipe multidisciplinar coordenada por Gerson Nakazato, Renata Kobayashi, Sueli Ogatta e Phileno Pinge Filho, a partir de uma demanda da Agência de Inovação Tecnológica (AINTEC).
A tecnologia surge como uma solução prática para um dos maiores desafios em atendimentos críticos: a rapidez na identificação do tipo sanguíneo. Em casos de hemorragias graves, essa informação é essencial para garantir transfusões seguras e aumentar as chances de sobrevivência.
Atualmente, cerca de 40% dos brasileiros não sabem qual é o próprio tipo sanguíneo — um dado que reforça a importância de soluções rápidas e acessíveis, especialmente para equipes de resgate como o SAMU e o SIATE. Segundo os pesquisadores, a redução do tempo de identificação para poucos minutos pode ser decisiva em cenários onde cada segundo conta.
Além do uso profissional, o projeto também inclui um kit doméstico de fácil utilização. O curativo reage ao entrar em contato com o sangue, indicando visualmente o grupo sanguíneo (A, B, AB ou O) e o fator Rh de forma simples e imediata.
Já patenteado, o Blood-Aid apresentou resultados promissores nos testes de validação, sem margem de erro. Agora, a equipe busca parcerias com a indústria para viabilizar a produção em larga escala e levar a tecnologia para ambulâncias, hospitais e até kits de primeiros socorros em residências por todo o Paraná e o país.
fonte: taroba



