A advogada de Lucas Wancler Ferreira dos Santos, suspeito pela morte de David Schmidt Prado a facadas dentro de uma academia em Londrina, no Norte do Paraná, disse que o suspeito estava sob efeito de remédio quando cometeu o crime. A afirmação foi feita durante a audiência de custódia que converteu a prisão de temporária para preventiva. Enquanto o promotor se manifestava, o suspeito chorou.
O homicídio de David Schmidt Prado foi registrado na segunda-feira (5) em uma academia de Londrina. Para os investigadores, a ação foi premeditada.
Conforme a Polícia Civil, Lucas aguardou a vítima no momento em que ela deixava o local, por volta das 18h40. No estacionamento, ele teria abordado o frequentador da academia e iniciado um diálogo, mas, em seguida, passou a desferir golpes com uma faca.
A ação foi captada por câmeras de segurança instaladas no interior da academia.
Ao tentar escapar da agressão, a vítima entrou na academia em busca de ajuda, mas acabou sendo golpeada cinco vezes. David Schmidt Prado chegou a receber atendimento de uma equipe do Siate, porém morreu em decorrência dos ferimentos. Ele tinha 37 anos e deixa um filho de seis anos.
O suspeito do homicídio foi contido por um policial militar que estava de folga e treinava no local, permanecendo imobilizado até a chegada das equipes da Polícia Militar.
Prisão por tempo indeterminado
Durante audiência de custódia, nesta quarta-feira (7), o juiz João Marcos Anacleto Rosa converteu a prisão de Lucas Wancler Ferreira dos Santos de temporária para preventiva, por tempo indeterminado, à pedido do Ministério Público do Paraná.
No despacho, o magistrado enfatizou a crueldade do crime, de forma premeditada, em local público e em plena luz do dia, sob o olhar de várias testemunhas.
A defesa de Lucas Wancler Ferreira dos Santos solicitou que o suspeito respondesse em liberdade por não possuir ficha criminal e necessitar de tratamento psiquiátrico contínuo, mas o pedido foi negado. Na justificativa, o juiz afirmou que a gravidade do crime supera os pontos apresentados e que medicamentos podem ser entregues diretamente na unidade prisional.
A Polícia Civil aguarda o resultado de laudos periciais para concluir o inquérito policial. Testemunhas também serão ouvidas nos próximos dias.



