O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quarta-feira (10), que não aceitará as novas taxações impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi dada durante a abertura da 7ª Reunião do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico, Social e Sustentável) no Palácio do Itamaraty.
O governo norte-americano justificou os impostos sob alegações de práticas comerciais desleais e facilitação de produtos feitos com trabalho forçado, mas o presidente brasileiro afirmou que “nós não temos direito de aceitar por dignidade e respeito pelo o que nós fazemos aqui pelos trabalhadores brasileiros”.
EUA concluem investigação contra o Brasil e propõem novo tarifaço de 25%
Para contrapor os argumentos americanos, Lula solicitou um estudo urgente, para entender os salários e os direitos trabalhistas nos Estados Unidos, declarando: “É preciso que vocês me apresentem um estudo urgente do quanto ganha um trabalhador americano”.
Além disso, o presidente usou o espaço para rebater as críticas ambientais que motivaram as multas por desmatamento, questionando as ações daquele país ao dizer: “Quero saber quais são os direitos que os trabalhadores americanos têm para ver um tal de diretor financeiro impor multa por conta do desmatamento. Será que eles não percebem que eles já estão carecas?”.
O palco dessas declarações foi o “Conselhão”, um órgão consultivo composto por representantes da sociedade civil e criado no primeiro mandato de Lula para debater e direcionar as políticas públicas e econômicas do governo federal.



