O julgamento do caso que chocou Paiçandu terminou nesta última quinta-feira (3) com a condenação de Éder da Silva pelo assassinato da companheira, Danielle Auduini. O júri popular foi realizado na Câmara de Vereadores do município, em espaço cedido ao Fórum, e durou pouco mais de seis horas.
Por unanimidade, o Conselho de Sentença considerou Éder culpado. Na sequência, o juiz proferiu a sentença e condenou o réu a 47 anos e seis meses de prisão pelo crime de feminicídio, qualificado por meio cruel. A defesa informou que irá recorrer da decisão.
Durante o interrogatório, Éder optou por permanecer em silêncio. Ao se manifestar, declarou apenas que se arrepende do crime e que já está pagando pelo que fez.
O assassinato aconteceu em uma sexta-feira de agosto, no Jardim Ceraçato, em Paiçandu. A filha da vítima chegou à residência e encontrou Danielle caída na sala, ensanguentada e com ferimentos provocados por objetos cortantes na região da cabeça.
Após o crime, Éder fugiu do local. Durante a investigação, a polícia encontrou marcas de calçado no chão da residência, que foram analisadas e utilizadas nas diligências.
O homem foi preso no mesmo dia, após ser localizado em um bar em Maringá. Segundo as informações divulgadas na época, ele estava bebendo cerveja e cantando no estabelecimento. Ainda conforme a investigação, Éder usava a mesma bota que teria deixado as marcas encontradas na cena do crime e permanecia com a roupa usada no momento da fuga.
fonte: Victor Hugo Notícias

