O misterioso furto de restos mortais no cemitério municipal de Miraselva, no norte do Paraná, completou um mês sem qualquer atualização oficial da Polícia Civil sobre o andamento das investigações. O caso, que causou indignação e medo entre os moradores, foi registrado por câmeras de segurança, que flagraram um grupo invadindo o cemitério e violando diversas sepulturas.
Segundo o vice-prefeito Junior Teixeira, a Prefeitura ainda não foi oficialmente informada sobre o progresso da investigação. Nos bastidores, a informação é de que a Polícia Civil aguarda um despacho judicial para dar continuidade às diligências.
Durante as investigações, equipes retornaram ao cemitério e realizaram a exumação de um corpo sepultado recentemente, na tentativa de encontrar vestígios que possam ajudar a identificar os responsáveis pelo crime.
O furto ocorreu na madrugada de 3 de abril, véspera da Sexta-Feira Santa. Pelo menos oito ossadas foram levadas, circunstância que levantou suspeitas sobre uma possível ligação com rituais ocultistas ou a atuação de alguma seita. Outra hipótese investigada, ainda sem confirmação oficial, é a de que os ossos humanos pudessem ser utilizados na fabricação de entorpecentes.
As câmeras de monitoramento também registraram o veículo usado na fuga dos criminosos. A principal suspeita é de que os envolvidos sejam de fora de Miraselva, já que a administração municipal afirma não ter conhecimento da atuação de grupos com esse perfil na cidade.
Mesmo sem divulgar novos detalhes, o vice-prefeito afirmou que a Polícia Civil já reúne elementos importantes para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime, considerado um dos mais incomuns e perturbadores registrados na região nos últimos anos.
fonte: taroba



