Uma explosão de grandes proporções em uma fábrica de fogos de artifício chocou o mundo na tarde desta terça-feira (5). O desastre aconteceu por volta das 16h40, no horário local, na cidade de Changsha, na província de Hunan, um dos maiores polos do setor na China. Ao menos 26 pessoas morreram e outras 56 ficaram feridas após o estouro que atingiu em cheio a empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display Company.
O cenário no local era de guerra, mobilizando cerca de 500 profissionais em uma força-tarefa de resgate. Bombeiros e equipes médicas trabalharam entre os escombros para socorrer as dezenas de vítimas atingidas pela força da detonação. A China é a maior potência global no mercado de fogos, dominando mais de dois terços das vendas mundiais, o que torna o impacto dessa tragédia ainda mais significativo para a economia e a segurança da região.
Diante da gravidade, o presidente chinês Xi Jinping veio a público cobrar uma investigação rápida e rigorosa. Ele exigiu que as causas sejam descobertas imediatamente e que os responsáveis pelo acidente sejam punidos com firmeza. O governo também emitiu uma ordem para que a fiscalização seja endurecida em todos os setores de risco, tentando evitar que novos episódios como este — ou como o incêndio que matou 168 pessoas em Hong Kong no ano passado — voltem a acontecer.



