Durante julgamento, pai confessa pela 1ª vez ter matado a própria filha de 11 anos em Rolândia

Ricardo Seidi Shigematsu confessou, na noite desta última quarta-feira (16), ter matado a própria filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos. A admissão ocorreu durante o interrogatório do réu no Tribunal do Júri de Maringá.

Foi a primeira vez, desde o início das investigações, que Ricardo assumiu ser o responsável pela morte da menina, ocorrida em abril de 2019, em Rolândia. Até então, ele sustentava que havia encontrado Eduarda morta e, por medo de ser responsabilizado, teria decidido ocultar o corpo.

Segundo informações confirmadas pela defesa, familiares e assistência de acusação, Ricardo admitiu o crime durante o interrogatório e, em seguida, optou por permanecer em silêncio, sem detalhar como o assassinato aconteceu.

O laudo de necropsia apontou que Eduarda morreu por esganadura. Um parecer posterior da Polícia Científica reforçou a conclusão e afastou a hipótese de suicídio.

Ricardo responde por homicídio triplamente qualificado, além de ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Ele está preso desde 28 de abril de 2019, quando o corpo da menina foi encontrado enterrado em um imóvel da família.

A avó de Eduarda, Terezinha de Jesus Guinaia, também está sendo julgada. Ela responde por ocultação de cadáver e falsidade ideológica. Segundo a denúncia, Terezinha teria registrado o desaparecimento da neta mesmo já sabendo da morte. A defesa nega as acusações.

Após o interrogatório de Ricardo, o julgamento foi suspenso e será retomado nesta quinta-feira (17). Estão previstos os debates entre acusação e defesa e, posteriormente, a deliberação dos jurados sobre as acusações.

O caso de Eduarda Shigematsu teve grande repercussão em Rolândia e em todo o Paraná. O julgamento ocorre mais de sete anos após a morte da menina, depois de uma série de adiamentos.

fonte: cobra News