Chacina em Icaraíma: foragidos são presos em SP por morte de cobradores de dívida

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) prendeu, na madrugada desta terça-feira (18), quatro homens acusados de um quádruplo homicídio ocorrido em agosto de 2025 no município de Icaraíma, no noroeste do estado. As capturas de três dos foragidos ocorreram no interior de São Paulo, após intenso trabalho de inteligência e monitoramento, enquanto o quarto envolvido já estava no sistema prisional cumprindo pena por outro crime. Entre os detidos os principais suspeitos Antônio e Paulo Buscariollo, pai e filho.

A localização dos suspeitos exigiu planejamento minucioso das forças de segurança para evitar fugas. Em Rio das Pedras (SP), pai e filho foram encontrados escondidos em um sítio na zona rural. No momento da abordagem conduzida pelo Departamento de Operações Especiais da PCPR, a dupla tentou escapar correndo por uma área de mata, mas foi alcançada e contida pelos agentes. Simultaneamente, o outro filho foi localizado e preso na cidade de Santa Bárbara do Oeste (SP). A periculosidade do grupo era tamanha que dois dos alvos, Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo, haviam sido incluídos na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

O crime que motivou as prisões aconteceu no dia 5 de agosto do ano passado e chocou a região. De acordo com o inquérito policial, a tragédia teve início quando uma das vítimas, moradora de Icaraíma, contratou três homens paulistas para auxiliar na cobrança de uma dívida local. Apenas um dia após a chegada do trio ao Paraná, o contratante e os três cobradores — identificados como Alencar Gonçalves de Souza, Carlos Henrique de Souza, Cleiton de Souza e Marcos Vinícius de Souza — foram executados.

As mortes ocorreram em uma região rural isolada, sem cobertura de sinal de celular ou testemunhas. Para tentar garantir a impunidade, os assassinos limparam a cena do crime e ocultaram os corpos. As investigações, iniciadas logo no dia 6 de agosto, mobilizaram uma força conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica. O trabalho incluiu centenas de diligências em propriedades rurais e rios, demandando o uso de embarcações, drones e cães farejadores para rastrear os vestígios apagados, esforço que culminou agora na desarticulação total do grupo criminoso.