O Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou que seis tornados atingiram o estado entre os dias 28 e 30 de junho, após análises detalhadas realizadas com sobrevoos de drones, imagens de satélite, dados de radar e vistorias em campo.
Os fenômenos foram registrados nos municípios de Turvo, Inácio Martins, Nova Cantu, Laranjeiras do Sul, Cruz Machado e Reserva, localizados nas regiões dos Campos Gerais e Centro-Sul do Paraná.
De acordo com o Simepar, Reserva foi atingida por um tornado de categoria F2, enquanto Nova Cantu registrou um tornado F1, ambos no dia 28 de junho.
Já no dia 30 de junho, tornados de categoria F1 foram confirmados em Turvo, Laranjeiras do Sul e Inácio Martins. No mesmo dia, outro tornado percorreu áreas de Inácio Martins e Cruz Machado, mas não recebeu classificação, pois não foram constatados danos suficientes para a avaliação da sua intensidade.
A confirmação dos fenômenos ocorreu após um trabalho conjunto entre equipes de Meteorologia e Geointeligência do Simepar, com apoio da Defesa Civil Estadual. Além dos estragos na vegetação, os especialistas analisaram o padrão de destruição deixado pelos ventos. Diferentemente de rajadas intensas ou microexplosões atmosféricas, os tornados deixam um rastro característico de rotação, identificado durante as inspeções.
As equipes também investigaram ocorrências em Rio Bonito do Iguaçu e Nova Laranjeiras, mas concluíram que, nesses municípios, os danos foram provocados apenas por tempestades com granizo, sem evidências da passagem de tornados.
Com as novas confirmações, o Paraná soma nove tornados registrados somente neste ano. Antes dos eventos de junho, já haviam sido identificados tornados em Mercedes e São José dos Pinhais, em janeiro, além de Foz do Iguaçu, em fevereiro.
Especialistas reforçam que o Paraná está localizado em uma das áreas mais favoráveis à formação de tornados no mundo. O estado integra o segundo maior corredor de tornados do planeta, ficando atrás apenas da região central dos Estados Unidos, conhecida pela alta frequência desse tipo de fenômeno meteorológico.
fonte: g1



