O pai e a avó paterna de uma menina de 11 anos morta em Rolândia, no Norte Central do Paraná, em 2019, serão julgados pelo Tribunal do Júri na próxima quarta-feira (16), em Maringá.
Os dois foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.
Segundo a acusação, a menina foi morta pelo pai em 24 de abril de 2019, por asfixia mecânica. Depois do crime, o corpo teria sido enterrado na garagem de uma residência pertencente à família.
Ainda conforme o MPPR, pai e avó teriam agido para ocultar a morte e dificultar as investigações. Eles procuraram a polícia para comunicar o suposto desaparecimento da criança e, de acordo com a denúncia, apresentaram informações falsas e contraditórias.
As investigações também apontaram que câmeras de segurança instaladas no imóvel, que poderiam ajudar a esclarecer o caso, foram mantidas desligadas e posteriormente formatadas.
Avó tinha a guarda da criança
De acordo com a denúncia, a avó paterna possuía a guarda judicial da menina e teria contribuído para o crime ao permitir que a criança permanecesse sob os cuidados do pai mesmo diante de um risco que, segundo o Ministério Público, era conhecido.
A acusação também afirma que o pai nutria sentimento de rejeição pela filha desde a concepção e não seria responsável sequer pelos cuidados básicos da criança.
O homicídio foi qualificado pelo MPPR por meio cruel, em razão da asfixia; recurso que dificultou a defesa da vítima; e feminicídio.
O julgamento será realizado em Maringá após o processo ser desaforado, ou seja, transferido da comarca de Rolândia para outra cidade.
Representantes da Promotoria de Justiça de Maringá e do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (Gajuri) atuarão na acusação.
fonte: catve



