Onze meses após a chacina que chocou o Paraná e deixou quatro homens mortos em uma propriedade rural de Icaraíma, os principais suspeitos do crime passaram a ser procurados internacionalmente. Antônio Buscariollo, de 67 anos, e seu filho, Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23, foram incluídos na Lista Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos que possam estar fora do Brasil.
A informação foi confirmada pelo delegado Thiago Andrade Inácio, responsável pelo inquérito, em entrevista ao OBemdito. Segundo ele, todas as etapas legais para a inclusão dos investigados já foram concluídas.
“A inclusão foi representada ao Poder Judiciário, o pedido foi deferido e a comunicação ao órgão competente foi realizada para que ambos fossem inseridos na Lista Vermelha da Interpol”, afirmou o delegado.
O pedido havia sido anunciado pela Polícia Civil quando o crime completou nove meses. Agora, com a efetivação da medida, as autoridades brasileiras passam a contar com a cooperação das polícias de outros países para localizar e prender os investigados, caso eles tenham deixado o território nacional.
Quase um ano de buscas
Antônio Buscariollo e Paulo Ricardo Costa Buscariollo estão com prisão preventiva decretada desde 8 de agosto de 2025 e seguem foragidos. Eles são apontados pela Polícia Civil como os principais responsáveis pela execução de quatro homens em uma área rural de Icaraíma, em um dos crimes de maior repercussão da história recente do Noroeste do Paraná.
Apesar das diversas diligências realizadas ao longo dos últimos meses, os suspeitos ainda não foram localizados. O inquérito permanece sob sigilo e poucas informações sobre o andamento das investigações foram divulgadas oficialmente.
Enquanto isso, familiares das vítimas seguem aguardando por justiça.
As vítimas foram Alencar Gonçalves de Souza Giron, Diego Henrique Affonso, Rafael Juliano Marascalchi e Robishley Hirnani de Oliveira. Os corpos foram encontrados após uma investigação que revelou um caso envolvendo negociação de uma propriedade rural, desaparecimento, homicídios e suspeitas de ocultação de provas.
Ao longo dos últimos meses, os familiares acompanham de perto cada avanço do processo. Entre eles está Meire Marascalchi, viúva de Rafael Juliano Marascalchi, que afirma que a dor permanece a mesma desde o crime e que a maior expectativa da família é pela prisão e responsabilização dos envolvidos.
A filha do casal, Giovanna Marascalchi, de 14 anos, também mantém viva a memória do pai por meio de homenagens nas redes sociais, em um gesto que simboliza a saudade e o desejo de que o caso finalmente tenha um desfecho.
fonte: obemdito



