Um jovem de 22 anos foi preso suspeito de tentar matar a própria mãe por envenenamento, em Mairiporã, na Grande São Paulo. O caso veio à tona após familiares encontrarem conversas no celular que, segundo a investigação, revelariam um suposto plano criminoso envolvendo o rapaz e a namorada adolescente.
Segundo a Polícia Civil, Nicolas do Carmo é acusado de colocar substâncias tóxicas na comida da mãe, Aparecida Francisca dos Santos Nunes, e do companheiro dela, Wescley Correa Bandeira. A suspeita é de que a ação teria ocorrido durante meses.
A investigação começou depois que a irmã da vítima, Margarida dos Santos Moussa, teve acesso ao aparelho celular de Nicolas durante uma discussão relacionada a movimentações financeiras consideradas suspeitas nas contas de Aparecida.
Conforme o boletim de ocorrência, nas mensagens encontradas no WhatsApp, o casal teria conversado sobre o uso de venenos e formas de cometer o crime. Em uma das conversas, Nicolas teria enviado uma imagem de um alimento supostamente contaminado e escrito uma mensagem indicando que o veneno estaria preparado.
As apurações também apontam que o casal teria discutido detalhes relacionados a um possível velório da vítima.
Aparecida relatou à polícia que vinha sofrendo há cerca de um mês com dores abdominais, vômitos e mal-estar frequente. O companheiro dela também apresentou sintomas, como diarreia intensa e sangramento nas fezes. Os dois foram encaminhados ao Hospital Anjo Gabriel após a denúncia e receberam atendimento médico.
Durante o interrogatório, Nicolas teria admitido que colocou veneno para formigas na comida da mãe e do padrasto, mas negou o uso de outras substâncias. Ele afirmou ainda que a ideia do crime teria partido da namorada.
O jovem também confessou ter feito movimentações financeiras utilizando cartões bancários da mãe.
Segundo a investigação, a adolescente, que está grávida de sete meses, teria incentivado Nicolas a cometer o crime para que o casal pudesse viver sem interferências da família. Ela foi ouvida acompanhada de um responsável legal e poderá responder por ato infracional equivalente aos crimes investigados.
A Polícia Civil pediu a conversão da prisão em flagrante de Nicolas em prisão preventiva e solicitou a internação provisória da adolescente na Fundação Casa, além da quebra de sigilo dos celulares apreendidos.
A vítima também pediu medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.
O caso segue em investigação para esclarecer todos os detalhes do suposto plano e verificar a participação dos envolvidos.
fonte: tnonline



