O prazo de 90 dias da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente Jair Bolsonaro termina nesta semana, e o Supremo Tribunal Federal (STF) deverá definir os próximos passos do caso.
A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes em 24 de março e tem validade até o próximo dia 25. Durante o período, Bolsonaro ficou sujeito a restrições, com autorização apenas para contatos com familiares, advogados e profissionais de saúde.
Com o fim do prazo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a defesa do ex-presidente devem apresentar manifestações antes da decisão do ministro.
Entre as possibilidades avaliadas estão a prorrogação da prisão domiciliar por mais 90 dias, a flexibilização das medidas cautelares ou a adoção de novas restrições, dependendo da análise do STF.
A defesa de Bolsonaro já sinalizou que pretende pedir a continuidade da prisão domiciliar, alegando agravamento no quadro de saúde. Relatórios médicos enviados ao Supremo apontam piora em episódios de soluço crônico e necessidade de ajuste na medicação.
Outro ponto que pode ser considerado na decisão é a apreensão de uma arma durante uma blitz realizada recentemente, que passou a integrar os elementos analisados no processo.
Antes da prisão domiciliar, Bolsonaro estava custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar, conhecido como “Papudinha”, em Brasília. Durante o período em casa, ele também passou por uma cirurgia no ombro direito no Hospital DF Star, com cerca de cinco horas de duração e sem intercorrências.
O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses por condenação relacionada à tentativa de golpe de Estado e organização criminosa.
fonte: ric



