A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (30), uma mulher suspeita de incendiar a casa da avó de seu ex-companheiro, crime que causou a destruição total do imóvel no Jardim Diamantina, em Apucarana. O caso ocorreu na madrugada do dia 14 de março e é investigado como tentativa de feminicídio e incêndio criminoso. A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência da 17ª Subdivisão Policial (SDP), com apoio de agentes da Polícia Civil de Rolândia.
De acordo com a delegada Luana Lopes, titular da Delegacia da Mulher, a suspeita foi localizada no município de Rolândia após levantamentos realizados pelas equipes. “Na data de ontem [segunda], com o apoio da Polícia Civil de Rolândia, nós tomamos conhecimento através aqui da inteligência aqui da 17ª, com o apoio deles, de que a autora estaria localizada ali na cidade de Rolândia”, afirmou.
As investigações indicam que o crime foi premeditado. Como a mulher já havia morado na residência, conhecia a rotina e os horários da idosa. A motivação teria sido uma retaliação ao término do relacionamento. Segundo a delegada, antes do ataque a suspeita enviou uma mensagem ameaçando colocar fogo na casa caso o ex-companheiro não retornasse. Após a ameaça, ela teria pulado o muro do imóvel e iniciado o incêndio ao atear fogo em um sofá da sala.
A situação se agravou pelo fato de a autora ter ciência de que a vítima estava dentro da casa. Conforme a polícia, a suspeita chegou a ver a idosa no quarto antes de iniciar as chamas. “Ela tinha conhecimento da presença da senhora. Tanto que ela entra na casa e vê que a senhora está no quarto”, destacou Lopes.
No momento do incêndio, a idosa estava rezando antes de dormir. Ela contou à polícia que ouviu barulhos semelhantes a tiros e, ao sair do quarto, encontrou o fogo já se espalhando rapidamente. Desesperada, começou a gritar e foi socorrida por um vizinho, que entrou no imóvel e conseguiu retirá-la a tempo. “Então esse vizinho que auxiliou ela e salvou, no caso, a vida dela porque sem esse ele, ela não teria condições de sair de lá”, relatou a delegada.
A perícia constatou que a residência teve perda total. “A casa foi totalmente destruída […] não sobrou praticamente nada da casa, não tem mais telhado nenhum”, afirmou Lopes. Testemunhas também relataram ter visto a suspeita pulando o muro pouco antes de o incêndio tomar conta do imóvel.
Além da tentativa de feminicídio, a mulher deverá responder por incêndio criminoso, já que outras casas próximas também corriam risco. Moradores da vizinhança precisaram agir rapidamente para conter as chamas antes da chegada do Corpo de Bombeiros. “Diante de tal situação inclusive configura até o delito de incêndio, não é só o dano qualificado, é o incêndio também porque se esses indivíduos não tivessem agido, o fogo também teria atingido a residência deles”, concluiu a delegada.



