Pacientes que realizam hemodiálise em uma clínica credenciada pela Prefeitura de Londrina denunciam a má qualidade da alimentação fornecida durante as sessões. O cardápio oferecido a pessoas que passam cerca de quatro horas em um procedimento exaustivo resume-se a pão com margarina e café. O cuidador Tiago Vaz, que acompanha os avós de 79 e 80 anos, relata que a dieta é insuficiente e que os idosos frequentemente apresentam mal-estar após o tratamento devido à falta de suporte nutricional adequado.
A indignação dos familiares ganha força ao comparar o serviço com o de outras cidades da região. Segundo Tiago, pacientes vindos de municípios como Assaí, atendidos na mesma unidade, recebem refeições completas (marmitas), enquanto os moradores de Londrina ficam restritos ao lanche básico. Embora o convênio entre o município e a clínica preveja a obrigatoriedade da alimentação, o contrato atual não especifica o padrão ou a composição nutricional das refeições, o que gera essa disparidade no atendimento.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina informou que a clínica é uma unidade parceira credenciada para o atendimento via SUS (Sistema Único de Saúde). A pasta garantiu que irá notificar a direção da unidade para apurar as condições da oferta alimentar e verificar se o suporte está condizente com as necessidades dos pacientes renais. Especialistas reforçam que a nutrição é um fator crítico na hemodiálise, já que o procedimento pode causar queda de pressão e fadiga extrema, exigindo reposição adequada para evitar complicações.



