A Polícia Civil de Bocaiúva do Sul confirmou, nesta última quarta-feira (14), que a mulher investigada por um ataque a tiros contra um veículo confessou ter planejado e executado o crime. A ação resultou em duas pessoas feridas, entre elas uma criança de apenas dois anos, que permanece internada em estado grave.
De acordo com os investigadores, a motivação do atentado teria sido a vingança pela morte do avô da suspeita, um idoso de 72 anos conhecido no município. Conforme apurado, o homem atuava como agiota e morreu dias após ter sido espancado no ano passado, supostamente durante a cobrança de uma dívida.
Em depoimento, a mulher relatou que decidiu cometer o crime após o falecimento do avô e afirmou ter feito uma promessa durante o velório. “A neta da vítima prometeu no caixão do avô que iria se vingar do que tinha acontecido”, afirmou o delegado responsável pelo caso.
Ainda segundo a Polícia Civil, a suspeita confessou que adquiriu a arma utilizada no crime de forma clandestina, no Terminal do Guadalupe, no Centro de Curitiba, pelo valor aproximado de R$ 3,5 mil.
Após a compra do revólver, ela passou a planejar o atentado. O alvo seria o motorista do veículo atingido, apontado como suspeito de envolvimento na agressão que levou à morte do idoso. No entanto, conforme a própria confissão, a mulher afirmou que não esperava a presença da criança no carro no momento do ataque.
Durante os disparos, a criança foi atingida na cabeça e segue internada em estado grave. O motorista também foi baleado no braço, mas sobreviveu.
As investigações indicam que o homem ferido seguia para a delegacia no momento do crime, onde prestaria depoimento sobre o espancamento do idoso. Esse fato, segundo a polícia, reforça a ligação direta entre os dois casos.
Antes de morrer, o idoso teria citado aos familiares nomes de possíveis agressores. Entre eles estariam o pai da criança baleada e outras duas pessoas, o que teria motivado a ação da suspeita.
Apesar da confissão, a mulher ainda não está presa. A Polícia Civil informou que aguarda a manifestação do Ministério Público para solicitar a prisão preventiva. As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso, e a confissão é considerada um dos principais elementos do inquérito.
fonte: obemdito



