Os Correios enfrentam um momento financeiro crítico, com um prejuízo acumulado que atingiu a marca de R$ 6 bilhões até setembro. Este valor representa um aumento alarmante, praticamente triplicando o déficit de R$ 2,1 bilhões registrado no mesmo período do ano anterior. As demonstrações contábeis do terceiro trimestre, aprovadas pelo conselho de administração, revelam a gravidade da situação.
A deterioração do balanço é resultado de uma combinação de fatores, conforme relatos obtidos pela CNN Brasil. A queda nas receitas, o aumento das despesas operacionais e o impacto de obrigações judiciais e trabalhistas exercem uma pressão significativa sobre o caixa da empresa. Esses elementos convergiram para agravar o cenário financeiro dos Correios.
Diante desse quadro preocupante, as negociações para um empréstimo de R$ 20 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, estão em fase final. A operação, que envolve um pool de bancos públicos e privados, é considerada essencial pelo governo para evitar um colapso nos serviços prestados pela estatal.
A estratégia para o empréstimo prevê a liberação do montante em duas ou mais parcelas, evitando o acúmulo de recursos ociosos no caixa e o pagamento desnecessário de juros. A primeira tranche, no valor total do empréstimo, deve ser liberada ainda em dezembro, com carência e prazo de pagamento integral de 15 anos.
Fontes internas indicam que a diretoria dos Correios busca negociar condições mais favoráveis antes da assinatura do acordo. No governo, a avaliação é de que a situação da estatal é “muito ruim” e continuará a pressionar as contas públicas, especialmente a partir de 2026.



