Vereador do Novo protocola extenso pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes no Senado

O cenário político nacional ganhou um novo capítulo com a iniciativa do vereador Rodrigo Marcial (Novo), de Curitiba (PR). Nesta quinta-feira (04), ele formalizou no Senado Federal um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A ação busca questionar a conduta do magistrado e reacende o debate sobre os limites da atuação do STF.

O documento, denominado “Dossiê Moraes”, é considerado pelo vereador como o “maior pedido de impeachment da história”, ostentando 800 páginas e o apoio de mais de 68 mil assinaturas, segundo o parlamentar. A alegação é de que o ministro teria cometido uma série de crimes de responsabilidade que justificariam o afastamento.

Marcial buscou apoio político para sua iniciativa, divulgando em suas redes sociais vídeos nos quais coleta assinaturas de figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e os deputados federais Messias Donato (Republicanos-ES) e Gilson Marques (Novo-SC). A busca por adesões demonstra a tentativa de ampliar a pressão sobre o Senado para que o processo seja avaliado.

O vereador alega que o dossiê reúne 126 casos de crimes de responsabilidade supostamente cometidos por Moraes. Ele também cobrou publicamente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para que dê andamento ao processo de impeachment. “São 126 casos de crimes de responsabilidade que serão apreciados, com as 68 mil assinaturas validadas que estão aqui. Espero que logo o Alcolumbre traga o pedido de impeachment para aprovação no Senado”, declarou Marcial.

Anteriormente, na quarta-feira (03), o vereador já havia se dirigido ao Senado para verificar a viabilidade de apresentar o pedido. A movimentação ocorreu após decisão do ministro Gilmar Mendes, que atribuiu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a responsabilidade de analisar pedidos contra ministros do STF. O futuro do pedido de impeachment agora depende dos próximos passos a serem dados pela PGR e pela Mesa Diretora do Senado.