Supercélula devasta Maringá e acende alerta no Paraná

Tornados, microexplosões e supercélulas são termos cada vez mais frequentes no cotidiano da população do interior do Paraná. A recente passagem de uma tempestade destruidora sobre Maringá, nesta segunda-feira (2), levantou dúvidas sobre qual fenômeno teria atingido o município.

Embora a ocorrência de um tornado ainda dependa de análises complementares, a formação de uma supercélula foi confirmada pela agrometeorologista Angela Costa, evidenciando o aumento da frequência e da intensidade de eventos meteorológicos extremos em várias regiões do país.

Uma supercélula caracteriza-se por ser uma tempestade altamente organizada e severa, cujo diferencial em relação às formações comuns é a presença de um mesociclone, que consiste em uma corrente de ar rotacional contínua no interior da nuvem.

O mesociclone atua frequentemente como a estrutura geradora do tornado, definido como uma coluna de ar em rotação intensa que se estende da base da nuvem até atingir o solo. Já as microexplosões, conhecidas tecnicamente como downbursts, ocorrem quando uma corrente descendente de ar frio e água desce rapidamente da nuvem e se espalha ao tocar o solo, gerando rajadas de vento violentas e horizontais, fenômeno que atingiu a cidade de Apucarana recentemente.

Em Londrina, as características do relevo local funcionam como um fator topográfico que dificulta a chegada desses sistemas com força total ao perímetro urbano. Contudo, a especialista pondera que a topografia não anula completamente a possibilidade de a cidade ser atingida por episódios de grande magnitude. Todos esses fenômenos compartilham um alto potencial destrutivo, capaz de derrubar árvores, comprometer a rede elétrica e destelhar imóveis, quadro impulsionado pelas mudanças climáticas que se intensificaram ao longo de 2026 com o aumento das temperaturas globais.