A Região Sul do Brasil enfrenta, a partir desta quinta-feira (8), uma nova sequência de dias de alto risco meteorológico, com previsão de chuvas excessivas e tempestades severas. O cenário de instabilidade atingirá o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná, trazendo potencial para vendavais isolados, queda localizada de granizo e, principalmente, acumulados extremos de precipitação.
Segundo os meteorologistas, o maior perigo deste evento será o volume de água, que pode somar até 300 milímetros em algumas localidades, o equivalente ao dobro da média esperada para todo o mês, concentrado em poucos dias.
A combinação de diferentes sistemas meteorológicos é a responsável por essa forte instabilidade. O fenômeno começa com a atuação de uma corrente de jato em baixos níveis, que transporta ar quente e agrava o risco de temporais já na quinta-feira. No final da semana, a formação de um centro de baixa pressão sobre o Rio Grande do Sul vai intensificar ainda mais as chuvas na região. Posteriormente, esse sistema deve se deslocar para o litoral do Uruguai, onde dará origem a um ciclone extratropical.
Com a possibilidade de chover entre 50 e 100 milímetros em um curto espaço de tempo, há um risco elevado de enchentes, alagamentos repentinos em áreas urbanas e rurais, e o agravamento das inundações em locais onde os rios já operam acima do nível normal.
No Rio Grande do Sul, a instabilidade será mais severa entre quinta e sábado, com possibilidade de chuva residual no domingo e na segunda-feira. Já em Santa Catarina e no Paraná, a atmosfera seguirá altamente instável e propícia a temporais também no início da próxima semana.
Apesar da gravidade dos alertas, especialistas ressaltam que não se trata de uma situação de tempo severo tão extrema quanto os episódios trágicos registrados entre o final de julho e o início deste mês. Ainda assim, o quadro exige atenção especial das autoridades e da população devido ao alto risco de danos estruturais e cheias decorrentes do volume de água acumulado.



