Servidor público é preso suspeito de gravar familiares e amigos com câmera escondida em banheiro no PR

Um servidor público de 39 anos foi preso suspeito de instalar uma câmera escondida no banheiro da própria residência, no bairro Jardim La Salle, em Toledo, no Oeste do Paraná. De acordo com a Polícia Civil, o objetivo seria filmar, sem autorização, amigos e familiares que frequentavam o imóvel, configurando grave violação da intimidade das vítimas.

Segundo a delegada Ana Cris, responsável pelo caso, o suspeito se aproveitava de situações cotidianas para induzir as pessoas a utilizarem o banheiro da casa. Durante esses momentos, as gravações clandestinas eram realizadas. As investigações apontam ainda que as imagens eram posteriormente compartilhadas com terceiros, ampliando o alcance do crime.

O caso veio à tona após algumas vítimas tomarem conhecimento da existência dos vídeos e procurarem a Delegacia da Mulher de Toledo. Elas apresentaram o material e relataram como as gravações teriam sido feitas sem qualquer tipo de consentimento.

Até o momento, três vítimas compareceram pessoalmente à Delegacia da Mulher para prestar depoimento. Outras duas já foram intimadas e devem ser ouvidas nos próximos dias. Conforme a Polícia Civil, não há registro de vítimas menores de idade até o momento.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia técnica. Somente após a análise detalhada desse material o inquérito policial será concluído.

Crimes podem resultar em penas de até 10 anos de prisão

A Polícia Civil esclareceu que o crime de gravação ou divulgação de cena de nudez ou pornografia sem consentimento prevê pena de quatro a dez anos de reclusão. Já o crime de invasão de dispositivo informático pode resultar em pena de até cinco anos de prisão, conforme a legislação vigente.

O homem permanece preso à disposição da Justiça. A Delegacia da Mulher de Toledo reforça a importância das denúncias e destaca o compromisso com a apuração rigorosa de crimes que atentam contra a dignidade sexual, a privacidade e os direitos das vítimas.

fonte: ric