Uma jovem de 19 anos ficou quase duas semanas em cárcere privado no apartamento do namorado, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ela foi resgatada na quarta-feira (21), após os pais, que moram em São Paulo, desconfiarem da forma como a filha se comunicava por mensagens e ligações e viajarem mais de 500 quilômetros para verificar a situação.
Ao chegarem à cidade, os pais identificaram o endereço do namorado e acionaram uma equipe da Guarda Municipal que fazia patrulhamento. No local, os agentes encontraram a jovem com hematomas no rosto, na cabeça e nos braços, além de sinais de intenso abalo emocional.
Segundo a Polícia Civil, a vítima relatou que era impedida de sair do apartamento havia aproximadamente duas semanas e sofria agressões físicas recorrentes, incluindo socos, tapas, chutes e golpes com um cabo de vassoura. Ela também afirmou ter sido enforcada e perdido a consciência após golpes na cabeça.
De acordo com a Guarda Municipal, o suspeito ameaçava matar a jovem caso ela tentasse entrar em contato com familiares por conta própria. Ele também teria quebrado o celular dela e utilizado o chip telefônico em outro aparelho para se passar pela vítima nas conversas com os pais.
A suspeita da família surgiu porque a jovem evitava dar detalhes sobre a própria vida e não mostrava o rosto durante as chamadas de vídeo. Os pais desconfiaram que as respostas poderiam estar sendo ditadas ou enviadas por outra pessoa e decidiram viajar de surpresa para encontrá-la.
À polícia, a jovem contou que mantinha um relacionamento com o rapaz havia alguns meses e que passou a ser mantida em cárcere após sofrer agressões durante uma crise de ciúmes. Segundo a delegada Claudia Kruger, o suspeito alegava que não poderia deixá-la sair porque as lesões poderiam ser percebidas por outras pessoas e levar à sua denúncia.
O namorado, também de 19 anos, foi preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva. Ele permanece preso nesta sexta-feira (22).
O suspeito foi autuado pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal contra mulher. O nome dele não foi divulgado para preservar a identidade da vítima. A Polícia Civil continua investigando o caso.



