Pais confessam assassinato de recém-nascido no RJ e chocam com relato à polícia: “Não queríamos o bebê”

Um casal preso por suspeita de matar o próprio filho logo após o nascimento, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ), confessou o crime em depoimento à Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ). Durante os interrogatórios, Larissa Monteiro da Costa, de 22 anos, e Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 29 anos, admitiram que o recém-nascido foi asfixiado, mas cada um responsabilizou o outro pela execução do homicídio.

Segundo os depoimentos, ambos afirmaram que não desejavam a criança. Larissa declarou aos investigadores que havia deixado claro durante a gestação que não queria ficar com o bebê e que pretendia entregá-lo para adoção ou deixá-lo aos cuidados de Bruno.

Ela contou que o bebê nasceu com vida e chegou a chorar. Ainda conforme sua versão, sugeriu que fossem ao hospital, mas reforçou que não queria a criança. Segundo Larissa, Bruno respondeu que também não queria o recém-nascido e, em seguida, teria utilizado um pano para impedir a respiração do bebê, comentando que ele era “forte” porque demorou a parar de chorar.

A mulher afirmou ainda que pediu para Bruno enterrar o corpo da criança, mas disse que desmaiou e não sabe o que aconteceu depois.

Bruno, por outro lado, apresentou uma versão diferente. Em seu depoimento, afirmou que foi Larissa quem utilizou um pano para sufocar o bebê logo após o parto, enquanto ele permanecia em estado de choque. Segundo ele, posteriormente ela também teria apertado o pescoço da criança no quintal da residência, dizendo que o bebê “era muito forte”.

O suspeito relatou que colocou o corpo do recém-nascido em dois sacos de lixo e o deixou no imóvel antes de prestar socorro a Larissa, que havia desmaiado.

O caso veio à tona quando Larissa passou mal e foi levada a um hospital da região. Durante o atendimento, a equipe médica identificou sinais de parto recente e questionou sobre o paradeiro do bebê. Os profissionais foram informados de que a criança estava morta em um cômodo nos fundos da residência.

Familiares, que disseram desconhecer a gestação, localizaram o corpo do recém-nascido e o levaram até a unidade de saúde. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, que apura a dinâmica do crime e a responsabilidade de cada um dos envolvidos.
fonte: metrópoles