O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pediu o arquivamento das investigações sobre a agressão e morte do cão comunitário Orelha, caso que gerou comoção nacional no início do ano. A solicitação foi informada nesta terça-feira (12) e se baseia na falta de provas materiais.
Segundo o MPSC, exames periciais indicaram que os adolescentes investigados não estavam no mesmo local do animal no horário apontado pela Polícia Civil. A perícia apontou que, enquanto um dos jovens estava próximo a um deck na Praia Brava, em Florianópolis, o cão estava a cerca de 600 metros de distância.
Orelha foi encontrado ferido em janeiro e morreu no dia seguinte em uma clínica veterinária. O caso motivou homenagens e chegou a influenciar mudanças na legislação federal sobre maus-tratos.
Além do arquivamento, o Ministério Público também entrou com uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o então delegado-geral Ulisses Gabriel, por falhas na condução do inquérito.



