Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para hospital após queda em cela da PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília (DF), após ele sofrer uma queda na madrugada desta terça-feira (6), que resultou em uma lesão na região da cabeça.

A defesa do ex-presidente havia solicitado a remoção urgente para a unidade hospitalar, alegando a necessidade de realização de exames clínicos e de imagem, com acompanhamento da equipe médica particular e escolta policial, a fim de preservar a integridade física de Bolsonaro e evitar possíveis complicações.

No entanto, Moraes fundamentou sua decisão em parecer de uma junta médica da Polícia Federal (PF), que avaliou o ex-presidente e constatou apenas “ferimentos leves”, sem identificar a necessidade de encaminhamento hospitalar imediato.

“Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital. A defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito à realização de exames, desde que previamente agendados, com indicação específica e comprovada necessidade”, afirmou o ministro na decisão.

Na manhã desta terça-feira, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro informou, por meio das redes sociais, que o marido havia sofrido a queda durante a madrugada e que “ele não está bem” em decorrência do ocorrido. Posteriormente, Bolsonaro foi encaminhado para avaliação no Hospital DF Star, onde foi constatado um traumatismo craniano leve.

Desde 25 de novembro, Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal. O ex-presidente foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista relacionada às eleições presidenciais de 2026.

Bolsonaro havia retornado ao local no fim de dezembro, após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral em um hospital de Brasília. Recentemente, a defesa também solicitou a concessão de prisão domiciliar, pedido que foi negado por Alexandre de Moraes na última quinta-feira (1º).

fonte: ric