O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), questionou a tentativa de defesa de minimizar a relevância do chamado Plano Punhal Verde e Amarelo, durante o julgamento que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado liderada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Moraes criticou a alegação de que o general Mário Fernandes teria transformado o documento em um “barquinho de papel” durante uma reunião no Palácio da Alvorada.
O comentário ocorreu durante a retomada do julgamento, que envolve Bolsonaro e outros sete réus, considerados integrantes do núcleo central da trama golpista. Para Moraes, a versão apresentada não é plausível. Ele argumentou que seria improvável que o documento fosse impresso no Palácio do Planalto, levado ao Alvorada e transformado em um objeto simbólico em um espaço de tempo tão curto.
“Não é crível, não é razoável achar que Mário Fernandes imprimiu no Palácio do Planalto, se dirigiu ao Palácio da Alvorada, onde estava o presidente, ficou uma hora e seis minutos e fez barquinho de papel com a impressão do Punhal Verde e Amarelo. Isso é ridicularizar a inteligência do tribunal”, declarou o ministro, em tom de ironia.
Moraes rejeitou a narrativa das defesas, enfatizando que o tribunal está analisando provas concretas sobre a atuação do núcleo da trama golpista. Ele reafirmou que atos executórios foram realizados com o objetivo de manter o grupo no poder. O julgamento prossegue na Primeira Turma do STF, e espera-se que novos desdobramentos ocorram nos próximos dias.



