Menina de 14 anos com deficiência é estuprada por ao menos 10 menores

A Polícia Civil de São Paulo investiga dois casos distintos de estupro coletivo ocorridos na zona leste da capital paulista, ambos marcados pela brutalidade e pela gravação e divulgação dos crimes nas redes sociais pelos próprios agressores. O caso mais recente a chegar ao conhecimento das autoridades envolve uma adolescente de 14 anos com deficiência, violentada por pelo menos dez menores de idade, entre 10 e 17 anos.

Embora a agressão tenha ocorrido em março, o boletim de ocorrência foi registrado apenas nesta semana na 8ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). A mãe da vítima só procurou a polícia após descobrir o crime por meio das imagens que circulavam na internet. Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a realização de diligências para esclarecer os fatos, mas ressaltou que os detalhes seguem sob sigilo por envolverem menores de idade e se tratarem de crimes sexuais.

Paralelamente, os agentes investigam um segundo caso de estupro coletivo contra duas crianças de 7 e 10 anos, moradoras da comunidade União de Vila Nova, localizada na mesma região da cidade. No dia 21 de abril, um adulto e quatro adolescentes atraíram as vítimas para o interior de um imóvel e cometeram os abusos. Assim como no primeiro episódio, os suspeitos filmaram e divulgaram as agressões. A gravação mostra as crianças chorando e implorando para que os atos fossem interrompidos, gerando forte comoção. Diante da gravidade das imagens, o secretário da Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, chegou a declarar que não conseguiu assistir ao vídeo até o final.

Até o momento, em relação ao ataque contra as duas crianças, as autoridades prenderam o adulto envolvido e apreenderam os quatro adolescentes. A polícia mantém as investigações ativas para concluir o inquérito, mas já descartou a participação de outras pessoas neste crime específico.