Mais de 100 pessoas comparecem em protesto no Carrefour de Londrina

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Via: Tarobá News

Um grupo com mais de 100 pessoas realiza um protesto na noite desta sexta-feira (20) em frente a unidade de Londrina da rede Carrefour. O supermercado funciona no empreendimento de um shopping, na zona sul. As pessoas estão reunidas em frente a porta principal com diversas faixas. 

Elas questionam a política da empresa sobre segurança e emitem gritos como “vidas negras importam”, “assassinos” e “racistas”. Velas foram queimadas no estacionamento e um boneco foi colocado embaixo de um pano branco com o objetivo de caracterizar uma cena de crime. Um carro de som foi usado para discursos dos manifestantes. 

O Carrefour fechou as portas durante o protesto e inicialmente manteve o atendimento por uma entrada lateral, que dá acesso ao shopping. Seguranças da unidade ficaram nesta segunda entrada. Posteriormente, encerram as atividades. 

Beatriz, servidora do município e cientista social formada pela UEL, fez questão de comparecer. “O objetivo é reivindicar pelas nossas vidas. Todos os dias morre gente preta nesse País e foi mais um no mercado Carrefour, em Porto Alegre. É um ato unificado, de todos os movimentos negros e coletivos negros. Chega, ninguém aguenta mais”, disse.

Motivação
A manifestação foi motivada pela morte de João Aberto Silveira Freitas, um homem negro que tinha 40 anos, espancado na quinta-feira (19) por seguranças brancos de uma unidade do grupo em Porto Alegre (RS). As agressões foram registradas em vídeos e revoltaram o País. Análises iniciais do Instituto Geral de Perícias do RS apontaram para a possibilidade de asfixia como causa da morte. O caso aconteceu na véspera do Dia da Consciência Negra. Os agressores, Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, e Magno Braz Borges, de 30, foram presos em flagrante e tiveram a prisão preventiva decretada. 

O Carrefour rompeu o contrato com a empresa terceirizada de segurança. “Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário. O Carrefour lamenta profundamente o caso. Ao tomar conhecimento deste inexplicável episódio, iniciamos uma rigorosa apuração interna e, imediatamente tomamos as providências cabíveis para que os responsáveis sejam punidos legalmente”, afirmou a rede por meio de nota. 

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