O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como a “maior resposta do Estado brasileiro ao crime organizado de nossa história até aqui” a vasta operação deflagrada nesta quinta-feira (28) contra o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação integrada, que envolve diversos órgãos federais e estaduais, mira a atuação da facção criminosa no setor de combustíveis.
A megaoperação conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Militar, promotores do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), além de agentes e fiscais das Receitas Estadual e Federal. O objetivo é desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.
“Nosso compromisso é proteger cidadãos e consumidores: cortar o fluxo de dinheiro ilícito, recuperar recursos para os cofres públicos e garantir um mercado de combustíveis justo e transparente, com qualidade e concorrência leal”, declarou o presidente em suas redes sociais, enfatizando a importância da ação para a sociedade.
As investigações em curso visam apurar crimes de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e utilização de empresas do setor de combustíveis para movimentar recursos ilícitos. Ao todo, foram expedidos 350 mandados de busca e apreensão contra pessoas físicas e jurídicas supostamente envolvidas no esquema.
A operação se divide em três frentes principais: Operação Carbono Oculto, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo; Operação Quasar, da Polícia Federal; e Operação Tank, realizada em parceria entre a Receita Federal e a PF. A colaboração entre as diferentes forças de segurança demonstra o esforço coordenado do Estado para combater o crime organizado.