Londrina registra morte de bebê por síndrome respiratória

A Secretaria Municipal de Saúde de Londrina confirmou, em seu último boletim epidemiológico, a morte de um bebê de apenas um ano de idade em decorrência de síndrome respiratória. Com esse registro, o município soma 26 óbitos provocados por síndromes respiratórias agudas desde o início de janeiro. O avanço dos casos graves acendeu o alerta das autoridades, cuja principal preocupação se concentra na baixa adesão à vacinação infantil.

Apesar de uma leve melhora nos indicadores gerais, a procura pela imunização entre os menores está longe do ideal. Em Londrina, apenas 38% das crianças foram vacinadas contra a gripe. De acordo com especialistas, o vírus da influenza costuma se manifestar de forma mais agressiva em organismos vulneráveis ou associado a outras comorbidades, podendo evoluir rapidamente para quadros de pneumonia, septicemia (infecção generalizada) e óbito.

Atualmente, cerca de 30% dos atendimentos no PAI (Pronto Atendimento Infantil) ainda são motivados por sintomas gripais, embora as filas tenham apresentado redução nas últimas semanas. Nos pontos de atendimento, pais relatam consciência sobre a importância do imunizante.

Desconfiança vacinal e cobertura geral
Considerando todas as faixas etárias, a cobertura vacinal em Londrina está em 54%. O índice local supera a média do Estado do Paraná, mas permanece abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde.