As recentes aparições do ex-presidente Donald Trump, com maquiagem nas mãos, reacenderam o debate sobre sua saúde. Imagens revelaram hematomas e inchaço, um mês após a confirmação pela Casa Branca de um diagnóstico de insuficiência venosa crônica (IVC).
A condição vascular, que afeta o retorno do sangue das pernas para o coração, chamou a atenção do público. A questão central que se levanta é: o que é a insuficiência venosa crônica e como ela é diagnosticada?
Para esclarecer essas dúvidas, o portal BacciNotícias conversou com a médica vascular Camila Kill, especialista no assunto. Kill detalhou os sintomas, diagnóstico e tratamentos da IVC, além de comentar sobre os hematomas observados em Trump.
A insuficiência venosa crônica é caracterizada por um mau funcionamento das válvulas nas veias das pernas. Segundo a especialista, essas válvulas, quando enfraquecidas, dificultam o retorno do sangue ao coração, causando acúmulo nas pernas.
Os sintomas mais comuns em idosos incluem sensação de peso nas pernas, inchaço nos tornozelos, dor, coceira e varizes visíveis. Em casos mais graves, podem surgir manchas escuras na pele e feridas de difícil cicatrização.
Embora os hematomas nas mãos de Trump tenham gerado especulações, a médica esclarece que eles não são típicos da IVC. “A doença atinge principalmente as pernas”, afirma Kill. “Já os hematomas frequentes nas mãos podem estar ligados à fragilidade da pele, uso de medicamentos ou pequenos traumas.”
O diagnóstico da IVC é relativamente simples e combina um exame clínico com ultrassom Doppler venoso. Esse exame permite visualizar o fluxo sanguíneo nas veias, auxiliando na identificação do problema.
O tratamento varia conforme a gravidade da condição. As opções incluem medidas gerais, como exercícios e elevação das pernas, uso de meias de compressão, medicamentos específicos e procedimentos minimamente invasivos, como laser e aplicações.
Camila Kill reforça a importância do diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo a insuficiência venosa for tratada, melhores os resultados e menor o risco de complicações”, conclui a médica.