O Ibovespa encerrou novembro com chave de ouro, registrando um novo pico histórico e consolidando um mês de forte valorização. O índice da B3 fechou a última sexta-feira com alta de 0,45%, atingindo 159.072 pontos, impulsionado pelo apetite por risco no mercado internacional e pelo fluxo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira. Paralelamente, o dólar recuou, refletindo um cenário de maior otimismo econômico.
A trajetória ascendente do Ibovespa em novembro, com um ganho acumulado de 6,37%, representa o melhor desempenho desde agosto de 2024, elevando a valorização no acumulado do ano para 32,25%. Esse movimento foi influenciado por uma série de fatores, incluindo a queda da taxa de desemprego para o menor nível da série histórica do IBGE, a expectativa de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) em dezembro e a distribuição de dividendos bilionários por grandes empresas como Itaú e Vale.
As ações dos setores bancário e de mineração exerceram um papel crucial no impulso do índice. Em contrapartida, a Petrobras apresentou um recuo após a divulgação do Plano de Negócios 2026-2030, que projeta US$ 109 bilhões em investimentos e dividendos entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões. A sessão de negociações também foi marcada por um volume reduzido devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.
No cenário cambial, o dólar fechou em queda de 0,31%, cotado a R$ 5,3351. A desvalorização da moeda americana refletiu a expectativa de cortes de juros pelo Fed, o desempenho positivo de moedas emergentes, o fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira e a liquidez reduzida no exterior. Analistas projetam que o dólar pode testar a faixa entre R$ 5,30 e R$ 5,25 em dezembro.
Apesar do otimismo, especialistas alertam que questões fiscais internas e tensões políticas podem limitar uma valorização ainda maior do real. “O cenário externo mais benigno e o volume elevado de negociações futuras abriram espaço para a queda da moeda”, afirmam analistas, ressaltando a importância de monitorar os desdobramentos políticos e econômicos no Brasil para avaliar o futuro do câmbio.


