A morte de um homem de 47 anos durante uma relação sexual com a esposa deu origem a uma disputa envolvendo a doação de órgãos e acabou motivando um projeto de lei nos Estados Unidos.
Keith Lott, morador de Nova Jersey, sofreu um ataque cardíaco em maio deste ano. Segundo a esposa, Brook Lott, ele começou a espumar pela boca e foi socorrido por equipes de emergência. No hospital, precisou ser colocado em ventilação mecânica, mas exames apontaram um grave inchaço cerebral. Três dias depois, os médicos confirmaram a morte encefálica.
Pouco mais de uma hora após a internação, representantes da NJ Sharing Network, organização responsável pela captação de órgãos no estado, procuraram a família para tratar da doação.
O impasse começou porque Keith havia retirado sua autorização para ser doador em 2025, após se converter ao Islã. Segundo familiares, essa alteração já constava na renovação de sua carteira de motorista. A organização, porém, alegou que ele deveria ter solicitado formalmente a exclusão do cadastro estadual de doadores.
A divergência se transformou em uma disputa entre a família e a instituição. De acordo com parentes, a organização chegou a solicitar que o hospital mantivesse Keith ligado aos aparelhos apenas para preservar os órgãos. O caso só foi encerrado após a intervenção do gabinete de um senador.
A repercussão levou à criação de um projeto de lei que obriga organizações de captação de órgãos a consultarem, antes de qualquer procedimento, as informações mais atualizadas do cadastro oficial da Comissão de Veículos Motorizados (MVC), responsável pelas carteiras de motorista em Nova Jersey.
Em nota ao portal NJ.com, a NJ Sharing Network afirmou que todo cidadão pode cancelar o registro como doador a qualquer momento por meio da MVC e que a entidade consulta o banco de dados oficial em tempo real para verificar a situação mais recente.
A organização também é alvo de uma investigação aberta nos Estados Unidos por suspeitas de irregularidades, incluindo tentativa de captação de órgãos de um paciente com sinais de vida, fraude no programa Medicare, manipulação de registros e possíveis violações na fila nacional de transplantes.
Nas redes sociais, a família afirmou que toda a disputa agravou ainda mais o sofrimento causado pela perda de Keith Lott.
fonte: metrópoles


