O homem preso em flagrante na última sexta-feira (9) por tentar estuprar uma menina de 9 anos, no bairro Sítio Cercado, em Curitiba, já cumpria pena monitorado por tornozeleira eletrônica devido a uma condenação anterior pelo mesmo crime. O suspeito foi detido graças à rápida reação da vítima, que utilizou o sinal universal de pedido de socorro, prontamente reconhecido por seu primo de 10 anos, que buscou ajuda imediata.
De acordo com a Polícia Civil, o indivíduo possui um histórico criminal que inclui uma condenação por estupro de vulnerável originada de uma investigação de 2016, o que resultou no monitoramento eletrônico iniciado em 2017. Além disso, em 2025, ele foi denunciado por ato obsceno na cidade de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, infração de menor potencial ofensivo pela qual assinou um termo circunstanciado na ocasião. O nome do agressor não foi divulgado pelas autoridades.
O crime mais recente ocorreu enquanto as crianças caminhavam em direção à escola. O suspeito abordou a menina oferecendo dinheiro para que ela o acompanhasse e, diante da recusa, a segurou pelo braço com força. Com medo, a criança dobrou o polegar para dentro da palma da mão e abaixou os outros quatro dedos sobre ele, realizando o gesto silencioso de alerta. O primo percebeu a situação e correu até um posto de combustíveis próximo, informando aos funcionários e clientes sobre a tentativa de sequestro.
Câmeras de monitoramento da região registraram a ação do garoto pedindo socorro aos frentistas, que imediatamente intervieram e tentaram reter o suspeito. O homem ainda tentou fugir correndo, mas uma equipe da Guarda Municipal que patrulhava a área foi acionada e efetuou a prisão em flagrante por tentativa de estupro de vulnerável. Após o resgate, as crianças relataram que aprenderam o significado do gesto de socorro por meio de reportagens televisivas e pelas constantes orientações da avó sobre como agir em situações de perigo nas ruas.
O sinal de alerta utilizado pela menina foi criado no Canadá em abril de 2020, durante o período de isolamento da pandemia de Covid-19, como uma estratégia de segurança para vítimas de violência doméstica pedirem ajuda de forma imperceptível aos agressores. Especialistas orientam que, ao identificar alguém realizando o gesto, o observador deve tentar se aproximar de maneira discreta, conduzir a vítima a um local seguro e acionar as autoridades. Caso a aproximação direta represente risco, a recomendação é contatar a polícia imediatamente relatando a situação.



