Homem é investigado por fingir ter leucemia por 5 anos para arrecadar dinheiro com falsas campanhas na região

A Polícia Civil do Paraná (PC-PR) indiciou nesta segunda-feira (22) um homem de Cambira, no Norte do Paraná, suspeito de aplicar um golpe ao fingir ter leucemia durante cinco anos para arrecadar dinheiro por meio de vaquinhas virtuais, rifas, bazares beneficentes e doações.

Segundo as investigações, os valores que deveriam ser destinados a um suposto tratamento contra a doença teriam sido usados para viagens, passeios e gastos pessoais. Até familiares próximos teriam sido enganados e realizado transferências financeiras acreditando na necessidade de ajuda.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito teria criado uma falsa identidade de médico pelo WhatsApp para dar credibilidade à história. O personagem fictício enviava mensagens a pessoas próximas afirmando que o homem precisava de recursos urgentes para custear procedimentos e tratamentos.

A investigação começou após doadores levantarem suspeitas sobre a falta de informações e evolução do suposto quadro clínico. A polícia então consultou hospitais onde o homem afirmava realizar tratamento, incluindo instituições como o Hospital do Câncer de Londrina, unidades de saúde em Cascavel e o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Nenhum dos locais encontrou registros de atendimento ou prontuário em nome dele.

Os investigadores também identificaram que, nos períodos em que ele dizia estar realizando consultas ou sessões de quimioterapia, o suspeito estaria fazendo viagens de lazer. Entre os destinos estavam São Paulo, onde publicou registros em restaurantes de alto padrão, e Penha (SC), durante uma viagem ao parque Beto Carrero World.

Durante o interrogatório, o homem confessou a fraude e afirmou que nunca teve a doença.

O levantamento inicial da Polícia Civil aponta que cerca de R$ 5 mil foram obtidos de forma irregular por meio de uma plataforma de arrecadação e transferências via Pix. No entanto, a polícia acredita que o prejuízo possa ser maior devido a valores entregues em dinheiro por familiares e conhecidos ao longo dos anos.

O investigado responderá em liberdade por suspeita de estelionato e falsidade ideológica. A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas da fraude procurem a 17ª Subdivisão Policial (SDP) de Apucarana para registrar ocorrência.
fonte: taroba