O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MPPR), deflagrou nesta segunda-feira (26) a Operação Samaritano, que investiga um suposto esquema de desvio de recursos que deveriam ser destinados a instituições filantrópicas. A ação cumpriu 17 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em cidades do Paraná e de São Paulo.
As diligências ocorreram em Londrina, Ibiporã e Maringá, no Paraná, além da capital paulista e de Itupeva (SP). A Justiça também determinou o sequestro de bens e o bloqueio de até R$ 36,9 milhões, valor estimado como prejuízo inicial às entidades supostamente lesadas.
As investigações começaram em 2021 e têm como foco uma distribuidora de títulos de capitalização sediada em Londrina e empresas associadas. Segundo o Gaeco, o grupo teria retido valores que, conforme as normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), deveriam ser integralmente destinados a instituições assistenciais.
Entre as entidades apontadas como vítimas estão a Federação Nacional das Apaes (Fenapaes), a Irmandade Santa Casa de Londrina e o Hospital do Câncer de Londrina.
O modelo investigado envolvia a venda de títulos de capitalização, nos quais os compradores concorriam a prêmios e cediam o direito de resgate financeiro a instituições de caridade.
De acordo com as apurações, até 2019 a distribuidora arrecadava os recursos e prestava contas à Fenapaes. No entanto, o grupo teria inflado despesas por meio de notas fiscais fraudulentas, duplicadas ou emitidas por empresas de fachada registradas em nome de funcionários, reduzindo os valores repassados às entidades beneficiadas.
A operação busca reunir provas sobre o esquema e avançar na apuração das responsabilidades dos investigados.
fonte: tnonline



