Dois empresários são presos suspeitos de matar agricultor desaparecido em Floresta

Dois empresários foram presos na manhã desta quarta-feira (28), suspeitos de envolvimento na morte do agricultor Lucas Matheus dos Santos Venturini, de 31 anos, desaparecido desde março. A operação foi realizada pela Polícia Civil de Paiçandu, que investiga o caso. Um dos suspeitos é proprietário de uma conveniência em Floresta, enquanto o outro é empresário em Campo Mourão.

As investigações avançaram após a localização de uma ossada humana em uma área rural de Floresta, às margens da PR-317. O material foi encontrado meses após o desaparecimento de Lucas, que morava em Peabiru e trabalhava no setor agrícola.

Um vídeo que integra a investigação mostra o agricultor sendo agredido e tendo uma arma de fogo apontada contra ele em uma área rural. As roupas encontradas junto à ossada seriam semelhantes às que aparecem nas imagens, o que passou a ser um dos elementos analisados pelos investigadores.

Lucas fez o último contato com familiares em 25 de março. Dois dias depois, a família registrou um boletim de ocorrência pelo desaparecimento. Posteriormente, a caminhonete utilizada por ele foi encontrada na região conhecida como “Bambuzal”, em Floresta, em um barranco próximo a uma lagoa, com a chave ainda na ignição.

A ossada foi localizada por um produtor rural que vistoriava uma área de plantação. A Polícia Militar isolou o local, e equipes da Polícia Civil e da Polícia Científica realizaram os procedimentos periciais.

Próximo aos restos mortais, os peritos encontraram um projétil de arma de fogo e uma peça de roupa semelhante à utilizada pelo agricultor. A ossada foi encaminhada ao Instituto Médico-Legal (IML) de Maringá para exames que auxiliem na identificação e na determinação da causa da morte.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do desaparecimento e da possível morte do agricultor. Os dois homens permanecem na condição de suspeitos, e a participação de cada um deverá ser esclarecida no decorrer das investigações.
Fonte: plantão Maringá