Defesa em Xeque: Justiça Cobra Definição de Advogado para Acusado de Matar Gari em MG

A Justiça de Minas Gerais pressiona o empresário Renê da Silva Nogueira Júnior, réu confesso no assassinato do gari Laudemir de Souza Fernandes, a definir quem será o responsável por sua defesa legal. A determinação surge após uma série de trocas de advogados que causaram instabilidade no processo. A juíza responsável pelo caso busca evitar confusões processuais e garantir a celeridade do julgamento.

Desde sua prisão, Renê já contratou e perdeu diversos advogados. Inicialmente, o escritório Ariosvaldo Campos Pires Advogados assumiu o caso, mas renunciou uma semana depois, alegando “motivo de foro íntimo”. Em seguida, Dracon Cavalcante foi contratado, permanecendo poucos dias antes da chegada de Bruno Silva Rodrigues, do Rio de Janeiro.

Atualmente, paira a indefinição sobre qual dos dois advogados representará Renê. “A intenção do Renê é que a gente trabalhe juntos”, declarou Dracon Cavalcante ao UOL, explicando a situação. “Se ele confirmar isso, a gente vai trabalhar junto. Caso contrário, um de nós sairá do caso para evitar problemas processuais”.

Enquanto aguarda a definição de sua defesa, Renê permanece preso preventivamente. Ele alega que o disparo que matou Laudemir foi acidental e demonstra arrependimento. O empresário deverá responder por duplo homicídio qualificado, um crime grave com pena significativa.