A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), que será sediada no Brasil, surge como uma oportunidade ímpar para o país consolidar sua imagem de protagonista na transição energética global. Especialistas do setor apontam para o potencial de atração de investimentos e o fortalecimento da participação da iniciativa privada no promissor mercado de energia renovável.
Durante um evento promovido pela CPFL Energia, Lorena Silva, coordenadora-geral de planejamento de transmissão do Ministério de Minas e Energia, enfatizou a importância da credibilidade institucional e de um marco regulatório estável para o Brasil se destacar no cenário internacional. “Vemos o Brasil como liderança, mas isso não significa que não precisamos avançar”, ressaltou Silva, complementando, “Na COP30 temos muito a mostrar, liderando já a partir da nossa vocação”.
A CPFL Energia também anunciou um marco importante em sua jornada de sustentabilidade: a empresa alcançou a meta de ter uma matriz de geração de energia 100% renovável, antecipando em cinco anos o prazo inicialmente previsto. Este movimento ilustra o avanço da transição energética no país, que busca substituir gradualmente os combustíveis fósseis por fontes limpas, como energia solar, eólica e biomassa.
A transição energética é vista como um passo fundamental para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e garantir a sustentabilidade do setor elétrico. A COP30, portanto, oferece ao Brasil uma plataforma valiosa para demonstrar seus avanços, atrair investimentos e solidificar sua posição como líder na construção de um futuro mais verde e sustentável.