O Ministério Público de São Paulo deflagrou, nesta sexta-feira, a Operação Shylock, que investiga uma organização criminosa suspeita de praticar agiotagem, extorsão e lavagem de dinheiro. A ação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas, em conjunto com as polícias Militar e Civil.
Segundo as investigações, o grupo concedia empréstimos particulares com imóveis como garantia, por meio de contratos de alienação fiduciária. Para ocultar os verdadeiros beneficiários das operações, os investigados utilizariam empresas, pessoas interpostas e mecanismos de ocultação patrimonial.
As apurações apontam que a organização atuava de forma estruturada, com divisão de tarefas entre os responsáveis pela captação de vítimas, negociação dos empréstimos, formalização dos contratos, administração financeira, cobrança e ocultação dos valores.
Até o momento, foram identificadas aproximadamente 50 operações suspeitas envolvendo pelo menos 62 vítimas. Desse total, 18 pessoas teriam perdido os imóveis em decorrência da atuação do grupo.
As investigações também identificaram movimentações financeiras suspeitas, uso de empresas de fachada e sucessivas transferências patrimoniais que, segundo o Ministério Público, teriam sido utilizadas para dissimular recursos obtidos ilegalmente.



