Entre o palco e a pauta – A provocação como método no jornalismo especializado

Por Francisco Henrique

Quando se pensa em jornalismo, se pensa na comunicação, que é o processo pelo qual as pessoas transmitem, recebem e compartilham informações, ideias, emoções e conhecimentos. O jornalismo é feito para comunicar ao telespectador algo que esteja acontecendo ou tenha acontecido, com a responsabilidade e ética de falar a verdade. Isso, por si só, já é uma definição do que é o jornalismo, mas como ele funciona é outra questão.

Quando se é um comunicador, você se põe à frente de um assunto de relevância a um público específico que consome esse assunto. Isso se define como jornalismo especializado: é uma fragmentação de um assunto estudado por uma área específica de um comunicador, sendo política, cultura, saúde ou economia.

Mas o que acontece com um comunicador que já está acostumado em tratar esses diversos temas? Um jornalista que lida com a fragmentação de assuntos jornalísticos ou comunicacionais não pode apenas ser alguém que tenha interesse nisso. Esse tipo de conteúdo é produzido a alguém que já tenha experienciado ou experimentado o que é tratar de mais de um único assunto, mas não apenas isso: é alguém que já tenha vivido um pouco do jornalismo especializado.

Deste modo, entra o comunicador e jornalista Pedro Ernesto Macedo. Pedro não é só um comunicador que segue uma tabela de entrevistas predefinidas ao que ele publica. Na verdade, Pedro tem uma longa carreira entrevistando pessoas de várias áreas diferentes que trazem interesse do público e interesse público.

Tendo entrevistado influenciadores, artistas ou pessoas dentro da área mais cultural, Pedro gera no seu público o interesse do público, que é aquilo que desperta curiosidade, entretenimento ou atenção das pessoas. Com sua postura provocadora, Pedro rompe com uma entrevista convencional e provoca uma reação no público, algo que geralmente não é visto em um jornalismo mais convencional, unindo seu lado teatral com seu lado comunicacional, gerando seu produto ao telespectador.

Sendo assim, curiosamente, usando também esse lado teatral com a comunicação, Pedro também gera interesse público, aquilo que possui relevância para a sociedade, mesmo que não seja necessariamente entretenimento, tendo, na longa lista de comunicador, entrevistas com pessoas do agronegócio, médicos e advogados, etc. O mundo produz acontecimentos constantemente, e o jornalismo tem justamente a função de torná-los públicos e compreensíveis para a sociedade.

Mesmo saindo do convencional, sempre se torna interesse público falar sobre o que acontece atualmente. Pessoas de cargo público geram e moldam o ambiente em que um indivíduo é inserido, e como eles fazem isso é onde um jornalista como Pedro demonstra querer chegar, sendo provocador, mas também sendo um comunicador.

Assim criando essa união, Pedro molda seu lado único no mundo de um jornalista, que provoca instiga e até filosofa em suas entresvistas.