Funcionária apresenta 10 atestados falsos e acaba descoberta após fotos em bares e academia

Uma funcionária de uma escola de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, é suspeita de apresentar 10 atestados médicos falsos em menos de um mês para justificar ausências no trabalho. A fraude foi descoberta após a direção da instituição verificar irregularidades nos documentos e receber imagens da mulher em atividades de lazer durante o período em que alegava estar afastada por motivos de saúde.

Segundo a proprietária da escola, os primeiros atestados não levantaram suspeitas. No entanto, a frequência com que os documentos passaram a ser entregues chamou a atenção. Além disso, os atestados não continham informações importantes para validação, como o Código de Resposta Rápida (QR Code), o que motivou uma apuração mais detalhada.

Os documentos teriam sido emitidos pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Industrial de Curitiba. Após encaminhar os atestados para análise da Secretaria Municipal da Saúde, a empresária recebeu a confirmação de que todos eram falsos.

Enquanto investigava o caso, a direção da escola também recebeu fotos e relatos que mostrariam a funcionária frequentando academia, participando de corridas e consumindo bebidas alcoólicas com amigos durante o período em que estaria afastada por problemas de saúde.

A Prefeitura de Curitiba informou que alguns dos profissionais citados nos atestados nem sequer atuam mais na unidade de saúde mencionada. Os nomes e números de registro médico utilizados pertencem a profissionais reais, que também podem ter sido vítimas da fraude.

O caso apresenta características semelhantes a esquemas de comercialização de atestados falsos pela internet. Além de configurar falta grave passível de demissão por justa causa, a compra, venda ou utilização de documentos médicos falsificados pode resultar em responsabilização criminal. O caso deverá ser investigado pelas autoridades competentes.