Um morador de Maringá, de 40 anos, foi preso na noite da última terça-feira (4) após um incidente envolvendo um casal que vendia comida rápida no centro de Ciudad del Este, no Paraguai.
De acordo com a polícia paraguaia, o homem foi detido sob suspeita de atentado ao pudor, além de resistência e perturbação da paz. A abordagem ocorreu após denúncia de uma vendedora ambulante, que afirmou ter sido ameaçada e importunada pelo motorista em frente à sua barraca.
Segundo o boletim de ocorrência, ao chegar ao local, os policiais tentaram identificar o suspeito, que teria se recusado a fornecer informações e entrado em seu veículo para deixar o local, dando início a uma perseguição. O homem foi abordado na Área 2 do bairro San Miguel.
Durante a ação, os policiais apreenderam a caminhonete — uma Land Rover Discovery com placas brasileiras — além de duas garrafas de bebidas alcoólicas e um telefone celular. O motorista também se recusou a realizar o teste do bafômetro.
Após ser detido, o maringaense apresentou outra versão dos fatos. Ele negou ter ameaçado a vendedora ou praticado qualquer ato indecente, afirmando que houve uma discussão após tentarem cobrar 120 mil guaranis — cerca de R$ 85 — por um cachorro-quente.
Segundo ele, a confusão teria começado após questionar o valor cobrado. “Rasgaram minha camisa e queriam me cobrar mais porque sou estrangeiro. O homem e o parceiro dele estavam me batendo. Quando o policial veio para cima de mim, entrei no carro e saí do local”, relatou.
O homem afirmou ainda que estava em viagem com amigos, que saíram de Maringá com destino a um cassino no Paraguai.
O caso foi comunicado ao Ministério Público paraguaio, que determinou que o suspeito permanecesse na delegacia, em livre comunicação e à disposição da promotoria.
Fonte: GMC Online / Plantão Maringá



