O Paraná alcançou um novo recorde na piscicultura em 2025, com 273 mil toneladas de peixes produzidas ao longo do ano. O volume representa crescimento de 9,1% em relação a 2024 e garante ao Estado a liderança nacional, com 27% de participação na produção brasileira.
Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, divulgado nesta semana, que confirma o protagonismo paranaense no setor.
No ranking nacional, São Paulo aparece na segunda posição, com 93.700 toneladas — alta de 0,54% em comparação ao ano anterior. Na sequência estão Minas Gerais (77.500 t), Santa Catarina (63.400 t) e Maranhão (59.600 t), que avançou uma colocação e fechou o grupo dos cinco maiores produtores do País.
Brasil ultrapassa 1 milhão de toneladas
Pela primeira vez na história, o Brasil superou a marca de 1 milhão de toneladas produzidas, atingindo 1.011.540 toneladas em 2025. O crescimento nacional foi de 4,41% em relação a 2024. Nos últimos dez anos, a piscicultura brasileira acumulou expansão de 58,6%.
Tilápia puxa crescimento
A tilápia segue como o principal motor da atividade tanto no Paraná quanto no Brasil. O Estado lidera a produção da espécie, com 273.100 toneladas.
Completam o ranking dos maiores produtores de tilápia:
- São Paulo (88.500 t)
- Minas Gerais (73.500 t)
- Santa Catarina (52.700 t)
- Mato Grosso do Sul (38.700 t)
Em todo o Brasil, a produção da espécie chegou a 707.495 toneladas — o maior resultado da série histórica da última década.
Municípios e estrutura
Os municípios paranaenses que mais produzem peixes em volume são Toledo, Palotina, Nova Aurora, São José dos Pinhais e Marechal Cândido Rondon.
Já o maior número de tanques está concentrado em Itambaracá (1.564), Alvorada do Sul (994), Nova Prata do Iguaçu (757), Três Barras do Paraná (654) e Boa Esperança do Iguaçu (408).
O Anuário destaca que o Paraná continua atraindo investimentos e fortalecendo o modelo de integração, que tem crescido frente ao sistema independente. A participação de grandes cooperativas vem ampliando a escala e profissionalização da atividade.
Segundo a publicação, para manter o ritmo de crescimento, é fundamental ampliar investimentos em inovação, certificação e abertura de novos mercados internacionais.
Exportações
As exportações da piscicultura brasileira cresceram 2% em valor em 2025, somando US$ 60 milhões. Em volume, houve leve retração de 1%, passando de 13.792 toneladas em 2024 para 13.684 toneladas em 2025.
A tilápia respondeu por 94% das exportações, seguida por tambaqui e curimatás.
O Paraná manteve a liderança nacional nas exportações de tilápia, sendo responsável por 50% do total embarcado pelo Brasil, com US$ 28 milhões. São Paulo aparece em segundo lugar, com US$ 16 milhões (29%), seguido por Mato Grosso do Sul, com US$ 10,7 milhões (19%).
Mesmo diante do tarifaço internacional, os Estados Unidos permaneceram como principal destino da piscicultura brasileira, absorvendo 87% das exportações, o equivalente a US$ 52 milhões. Também figuram entre os principais compradores Canadá (4%), Peru (4%), China (2%) e Vietnã (1%).
Outro destaque foi a abertura de 21 novos mercados em 2025, entre eles o México, segundo maior importador de tilápia nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos.
fonte: obemdito



