A brutal morte de Emanuelly Victoria Souza Moura, de apenas 6 anos, em Campo Grande (MS), reacendeu o debate sobre a aplicação da pena de morte no Brasil. O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) manifestou seu apoio à medida para crimes hediondos, defendendo uma discussão urgente no Congresso Nacional sobre o tema. Em entrevista exclusiva, o parlamentar expressou sua indignação e cobrou mudanças nas leis para combater agressores sexuais.
“Não existe solução para um cara desse. Ele ia sair depois da cadeia e cometer um crime pior. Tem que cortar o mal pela raiz”, declarou o senador ao portal BacciNotícias, referindo-se ao histórico criminal de Marcos Willian Teixeira Timóteo, o agressor, conhecido como ‘Gordinho’. Cleitinho Azevedo argumenta que indivíduos com histórico de violência extrema demonstram não ter condições de conviver em sociedade.
O senador reconheceu que a proposta de pena de morte pode enfrentar resistência no Congresso, citando a influência de grupos de esquerda ligados aos direitos humanos. Apesar disso, ele apelou para a empatia, especialmente daqueles que se opõem à medida extrema. “É só se colocar no lugar das crianças e das famílias. Para quem é contra, e se fosse sua filha? Não seria a favor? Se ainda não foi, pode ser ela um dia”, alertou o parlamentar.
A declaração do senador Cleitinho Azevedo reacende um debate complexo e controverso no cenário político brasileiro. A discussão sobre a pena de morte, no entanto, esbarra em questões constitucionais e em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário, o que torna a aprovação da medida um desafio considerável.