Uma tragédia marcada pela “justiça com as próprias mãos” e por um grave erro de julgamento chocou Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Deivison Andrade de Lima, de 23 anos, morreu na última segunda-feira (26), após permanecer oito dias internado em decorrência de um espancamento brutal.
Segundo a Polícia Civil, o jovem foi linchado por familiares de Kelly Cristina Ferreira de Quadros, de 42 anos, que acreditavam, de forma equivocada, que ele seria o responsável pela morte da mulher.
O ataque contra Deivison ocorreu em 18 de janeiro, apenas dois dias após o corpo de Kelly ser encontrado em uma área de mata. Enquanto ele lutava pela vida no hospital, a investigação avançou e apontou outro suspeito como autor do crime.
Por meio de imagens de câmeras de monitoramento, a polícia identificou e prendeu o verdadeiro responsável, um homem de 43 anos, que confessou o homicídio. Em depoimento, ele relatou que matou Kelly após um desentendimento relacionado ao consumo de drogas, utilizando pedras e madeira, elementos que reforçaram a autoria e isolaram Deivison de qualquer participação no assassinato.
O delegado Luis Gustavo Timossi afirmou que, apesar de Deivison possuir passagens anteriores pela polícia, nenhuma tinha ligação com o caso. Até a manhã desta quinta-feira (29), a Polícia Civil seguia trabalhando para identificar todos os envolvidos no linchamento.
O caso agora é tratado como homicídio qualificado, e os responsáveis pelo espancamento poderão responder criminalmente pela morte de um inocente.
fonte: taroba



