Síndico admite assassinato de corretora após conflito por regras de condomínio

O síndico investigado pelo assassinato da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desaparecida desde dezembro, confessou o crime na madrugada desta quarta-feira (28), em Caldas Novas, no sul de Goiás. De acordo com a Polícia Civil, o homem levou os investigadores até uma área de mata às margens da rodovia GO-213, onde o corpo da vítima havia sido abandonado.

Em depoimento, o suspeito detalhou a dinâmica do homicídio e afirmou que o crime ocorreu no dia 17 de dezembro, após uma discussão relacionada a regras do condomínio. Segundo ele, a ação foi praticada sozinho. Após o assassinato, o síndico colocou o corpo de Daiane na carroceria de sua caminhonete e percorreu cerca de 15 quilômetros até o local onde fez a desova, na estrada que liga Caldas Novas a Ipameri.

A confissão contradiz a versão apresentada anteriormente pelo investigado, que havia afirmado não ter saído do condomínio na noite do desaparecimento. No entanto, imagens de câmeras de segurança já haviam registrado a saída do veículo por volta das 20h, enfraquecendo o álibi inicial.

Prisões e investigação

Além da prisão do síndico, a operação policial também resultou na detenção do filho dele, suspeito de envolvimento no crime. O porteiro do edifício, situado no bairro Thermal, foi conduzido coercitivamente para prestar esclarecimentos. As buscas foram acompanhadas pelo delegado responsável pelo caso e contaram com o apoio do Corpo de Bombeiros para a retirada do corpo, encontrado em uma área de barranco.

A motivação do crime estaria ligada a conflitos condominiais. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), os desentendimentos começaram em novembro de 2024, quando a corretora alugou um imóvel da família do suspeito para um grupo de turistas acima do limite permitido pelo regulamento do condomínio. A investigação aponta que, desde então, o síndico passou a vigiar a rotina da vítima e a interferir em suas atividades profissionais e pessoais.

Conforme apurado pela polícia, Daiane foi morta no subsolo do prédio no momento em que se dirigia ao local para religar a energia elétrica de seu apartamento.