A Polícia Civil investiga a morte da adolescente Isabela Miranda Borck, de 17 anos, e acredita que o principal suspeito — o próprio pai — tenha cometido o crime como forma de vingança após ser condenado por estupro contra a filha. O homem havia recebido a sentença uma semana antes do desaparecimento da jovem, mas respondia em liberdade.
De acordo com as investigações, o suspeito foi condenado em novembro a 16 anos e quatro meses de prisão por violência sexual praticada contra Isabela. A adolescente possuía medida protetiva em vigor que a impedia de manter contato com o pai.
Segundo o delegado Roney Péricles, responsável pelo caso, o homem relatou em depoimento que teria ido até Santa Catarina em busca da filha e da ex-esposa para esclarecer o que chamou de “injustiça” sofrida com a condenação. A identidade do suspeito não foi divulgada pelas autoridades.
Apesar de não confessar o homicídio, o pai admitiu que sequestrou Isabela no fim de novembro. Ele afirmou que foi até a residência da adolescente durante a madrugada e a raptou sob ameaça de uma arma de choque. Conforme o relato, a jovem teria sido abordada ao descer uma escada que dava acesso ao pavimento inferior da casa.
O suspeito alegou ainda que Isabela teria viajado com ele até o Rio Grande do Sul sem resistência, mas que teria fugido ao chegar à residência dele, vindo a morrer após cair em uma área de mata. Disse também que encontrou o corpo da filha em um buraco e decidiu cobri-lo com uma lona. O cadáver foi localizado pela polícia no dia 18 de dezembro.
No entanto, a Polícia Civil considera essa versão improvável. A principal linha de investigação aponta que Isabela pode ter sido assassinada ainda em Itajaí (SC), antes de qualquer deslocamento, e que o corpo foi posteriormente transportado até a região de mata onde foi encontrado. O local fica a cerca de 470 quilômetros do ponto onde a adolescente desapareceu.
O suspeito responde pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Caso fique comprovado que Isabela foi levada com vida até o Rio Grande do Sul, ele também deverá ser indiciado por sequestro.
Relembre o caso
Isabela Miranda Borck desapareceu no dia 30 de novembro de 2025, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ela morava com a mãe e o irmão e havia concluído recentemente o Ensino Médio.
Após 45 dias de buscas, o corpo da adolescente foi encontrado em uma área próxima à residência do pai, no município de Caraá (RS), cidade com pouco mais de sete mil habitantes. A distância entre Caraá e Itajaí é de aproximadamente 470 quilômetros.
fonte: taroba



